Viaduto da Dez de Dezembro tem tráfego liberado. Obra custou R$ 18 milhões

Viaduto da Avenida 10 de Dezembro é liberado para o tráfego / Emerson Dias/PML

O viaduto da dez de DEzembro, no cruzamento com a Avenida Leste Oeste teve o tráfego liberado. A estrutura viária é uma das maiores da cidade, com 16,8 mil m² de área pavimentada.

O viaduto tem 3.337 m² de área construída e 277 metros de extensão, com 161 metros só do viaduto e outros 116 metros das duas rampas de acesso. A pista superior tem 7,5 metros de altura. No entorno da estrutura, a Sercomtel Iluminação instalou 36 luminárias de LED. Além disso, serão instalados mais 80 pontos de LED para iluminar o trecho que vai da Avenida Theodoro Victorelli até a Laranjeiras. No viaduto, a própria empresa responsável pela construção já entregou com a iluminação adequada

A pista superior do viaduto passou a ser utilizada pelos motoristas que seguem sentido via expressa. Ao não precisar passar mais pela rotatória, eles desafogam o trânsito, que em horários de pico tinha congestionamentos.

Segundo o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL), por exemplo, em horários de rush, como das 17h às 18h30, cerca de 2 mil veículos passam a cada 60 minutos pela Avenida Dez de Dezembro e outros 600 trafegam pelas avenidas Leste Oeste e Theodoro Victorelli, ou seja, 5.200 veículos utilizam o cruzamento, no decorrer de uma hora.

Segundo o secretário municipal de Obras e Pavimentação, João Verçosa, mesmo diante das adversidades técnicas enfrentadas para a execução e entrega deste viaduto, foi possível realizá-lo conforme o planejamento. “Conseguimos superar todas as adversidades técnicas que surgiram no projeto. Ela é motivo de orgulho para a cidade e para mim, funcionário de carreira há 35 anos. E, passa a ser um monumento para Londrina”, disse.

“Por aqui passam milhares de veículos. É próximo ao shopping, de diversas lojas e do Terminal Rodoviário e, semana que vem, começam as obras para a construção da nova sede do SAMU, que é importantíssima para a cidade. É um projeto sonhado, difícil de ser realizado, complexo do ponto de vista da engenharia, mas que as pessoas confiaram e se envolveram, para que pudéssemos chegar no dia de hoje e entregar um viaduto seguro e que durante sua construção levou em consideração os moradores do entorno”, explicou o secretário de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Marcelo Canhada.

A obra agradou  o operador de guincho, Nivaldo da Silva, hoje aposentado. Aos 67 anos, ele  lembrou bem dos tempos em que chegou a Londrina, em outubro de 1977. Disse que muitas obras melhoraram a região, como a duplicação da avenida, a rodoviária e, hoje, o viaduto. “Aqui tinha um balão [rotatória] que não tinha como atravessar de jeito nenhum. Agora ficou bom, graças a Deus”, disse animado.

João batista Caciola, de 74 anos, também aposentado, trabalhou como técnico em telefonia por várias décadas na cidade. Ele é mais um que gostou da construção do viaduto. “Estou em Londrina desde 1970 e lembro que aqui nessa região não tinha nada. Agora, com a rodoviária e o viaduto, tá uma maravilha”, frisou.

Em agosto de 2018 começaram os serviços, com a topografia, concretagem do muro de arrimo, remanejamento de rede elétrica, construção de galerias pluviais, das alças de acesso, da fundação em concreto armado e da transferência do monumento “O Passageiro”. Devido às condições adversas, como chuvas e a descoberta de pedras bola no solo foi necessária a instalação de estacas-raiz, o que adiou o prazo de entrega do viaduto. Assim, no final do ano passado, foi possível concluir mais da metade dos trabalhos (55%).

Com isso, durante os primeiros meses de 2020, os serviços prosseguiram com a instalação completa do viaduto, a realização da pavimentação asfáltica, da fresagem da pista para restaurar o pavimento deteriorado e solucionar problemas no asfalto antigo, com a instalação de barreiras de concreto e, por fim, com a sinalização viária.

Para executar esta obra, a Prefeitura de Londrina contou com o financiamento do Programa Pró-Transporte, do governo federal, com a contrapartida dos cofres públicos municipais, em que investiram-se R$ 18,1 milhões. O preço orçado inicialmente era de R$ 21.058.956,15 e, através do processo licitatório, na modalidade Concorrência Pública, houve uma economia de R$ 3 milhões dos cofres públicos municipais. Seis empresas concorreram neste processo, sendo que a Hejos Construções Civis foi a vencedora do certame.

No trecho em frente à rodoviária, entre a rua Potiguares e o final do viaduto, o escoamento do trânsito ocorrerá em três faixas de rolamento. A primeira, mais à esquerda, será exclusiva para acesso ao elevado. A do meio servirá tanto para seguir para a zona sul quanto para pegar à direita. Já a terceira faixa, próxima à calçada, deverá ser utilizada apenas pelos veículos que ingressarem no piso superior do TRL.

Uma das rotas alternativas entre a região norte e a área central da cidade durante a construção do pontilhão, a Rua Potiguares, não voltará ao que era antes neste momento. O fluxo continuará da Dez de Dezembro sentido Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD).

O mesmo ocorre com a Rua Amadeu Mortari, bem ao lado da rodoviária, que seguirá ligando a Avenida Jorge Casoni à Dez de Dezembro em mão única. A diferença, no entanto, é que já não será mais possível converter à esquerda neste ponto.

Como a passagem aberta no canteiro central da Dez de Dezembro será fechada, inclusive com a remoção dos semáforos provisórios, o condutor rumo à região norte deverá, obrigatoriamente, virar à direita fazer o retorno na rotatória sob o viaduto.

Para os ônibus que deixam a rodoviária, não haverá mais a saída temporária na contramão. A única alternativa será tomar à direita a marginal da Dez de Dezembro e, a partir daí, seguir viagem.

O cruzamento da Avenida Theodoro Victorelli com a Rua Santa Cecília, ao lado da mata do Marco Zero, também receberá mudanças. Os sinaleiros instalados no local serão removidos e, com isso, as manobras de retorno e conversão à esquerda no trecho voltarão a ser permitidas.

As readequações no trânsito da região incluem ainda a implantação de travessias de pedestre na Rua Amadeu Mortari com a Dez de Dezembro, assim como na rotatória embaixo do pontilhão. Na parte superior da construção, o limite de velocidade será de 50 km/h.

Executadas pela Prefeitura de Londrina, por meio da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), as intervenções tiveram início nos últimos dias e devem ser concluídas até amanhã.

As informações são da asssessoria de imprensa da Prefeitura de Londrina.

 

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